Vida social

Novembro 19UTC 2009

A minha vida social, quando comparada à da minha avó materna, fica tão tímida que se esconde vergonhosamente debaixo da cama… :)

Aspirações e sonhos

Novembro 18UTC 2009

No fundo, sei exactamente o que gostaria de fazer da vida desde os meus 16 anos. Nunca fui incentivada e acima de tudo as minhas ideias pareciam quase non sense e sem interesse. O projecto ficou permanentemente a matutar na minha cabeça e agora que exploro mais e que a Internet é um meio de comunicação monstruoso, percebo que as minhas ideias eram tão válidas que imensas pessoas as tiveram. Diferença? Excluindo eu, essas pessoas têm vindo a tornar os projectos realidade…

Ou por falta de parceria que alinhasse e partilhasse o projecto, ou por falta de oportunidade, ou por falta da estabilidade financeira ou até a espera do momento certo… Momento certo esse que podia ter sido qualquer um, mas passou ao lado à espera de outro momento certo.

Será que está para próximo? Será que vai?

…. (devaneios… estes bastante concretos… serão mesmo devaneios?)…

Wishlist

Novembro 10UTC 2009

Wishlist

Se alguém não souber o que me oferecer (seja Natal ou qualquer altura)… podem espreitar…

Os meus príncipes

Novembro 10UTC 2009

Cometi uma falha muito grande!!! Já devia ter partilhado os meus novos príncipes! São príncipes porque a Xis vai ser sempre a rainha. São lindos!! Fofos e amorosos… E apesar de me trazerem a Estelinha à memória, trouxeram muita alegria com eles. Já tinha saudades de ter gatos de novo e a verdade é que são tão meigos e ternurentos como todos os gatos com que convivi… Carentes e sedentos de mimo…

Príncipes

Alice

Passeio fulminante por Madrid

Outubro 30UTC 2009

O Sábado passado (24 de Outubro) revelou-se uma aventura fabulosa.

De repente o que seria uma viagem da turma do curso de Espanhol, eis que, do nada, se torna num passeio de 3 amigas… Apesar da revolta inicial pelo sucedido, rapidamente percebemos que os prós eram bem mais pesados que os contras e embarcamos fundo no passeio turístico. Eram cerca das 9:20 da manhã quando saímos na estação de metro da Praça de Espanha e eram 16:30 quando estávamos a sair do Museu do Prado rumo ao metro para o Aeroporto.

Andamos quilómetros, mais “sprintámos” que passeamos… Parámos única e exclusivamente para almoçar e nem isso foi demorado. Fizemos dois percursos pedestres diferentes e opostos. Asseguro que vimos 80% do que havia para ver (percentagem discutível). Com excepção da Catedral de la Almudena e o Museu do Prado, não entrámos em mais sítio nenhum (as lojas de souvenirs não contam…até porque não comprámos nada)…

A maior surpresa foram os edifícios habitacionais que são inacreditavelmente, surpreendentemente bonitos, imponentes, amplamente decorados, quer seja com motivos na fachada, murais nas paredes laterais a simular outra fachada, varandas e marquises em vidro e ferro forjado.

As minhas fotos não ficaram deslumbrantes nem nada lá perto porque aqui a trenga estava a fotografar, num dia que se foi tornando cada vez mais luminoso, com o ISO a 800.  :|

Madrid_01

os frisos em volta das varandas não são detalhes em pedra mas sim pinturas a imitar pedra (espectacular)

Madrid - Mercado San Miguel

Porque não temos nós mercados assim?!?!

Visual

Outubro 20UTC 2009

Faltam-te imagens querido blog… Faltam-te imagens!

Derrota

Outubro 16UTC 2009

A derrota é tão amarga!!! Há muitas formas de perder, há muitas variáveis que levam a uma derrota.. há até situações em que se merece perder… Mas sair derrotado de algo que se merece vencer.. É duro, frustrante!

A sociedade actual rege-se por valores muito estranhos… É um paradoxo a inteligência moderna… Ou a falta dela! Vivemos numa falsa modernidade intelectual e lamento quem se sinta ofendido ou não concorde com as minhas palavras. As pessoas continuam a preferir uma ignorância que transmita uma falsa segurança. Das duas uma, ou deveríamos viver numa anarquia total para as pessoas perceberem a importância da participação cívica e de se manterem informadas ou então venha a Ferreira Leite com os seus 6 meses de Ditadura!!! (e atenção que não tenho qualquer, nenhuma mesmo, empatia pela senhora, mas ainda a censuram??!!) Recrimino a sugestão, mas se pensarmos bem é fácil perceber o quão a senhora se devia sentir exasperada ao sugeri-lo. Eu sinto-me, exasperadinha de todo!!!

A vida é triste! Devíamos ser todos camponeses e trocar alimentos com outros. Não é preciso mais nada para ser feliz. A quantidade e as possibilidades fazem-nos dispersar…

A democracia é quase uma utopia.

A modernidade? Por atingir!!

A revolução tecnológica leva-nos a acreditar que o mundo no seu geral está no auge… Mentira, continuamos pequeninos e fechados…

….

tenho dito.

Optimismo em falta

Outubro 08UTC 2009

À medida que o Verão se afasta leva com ele o optimismo (o meu)… Preciso de calor.. Para tudo… Em tudo…

exaustão

Outubro 06UTC 2009

exaustão… de facto exaustão…

Elogio ao Amor

Outubro 06UTC 2009

“Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser 
desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá tudo bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? 

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e 
descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. 

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A 
”vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um 
fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem 
tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não 
dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa 
alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, 
não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que 
a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e 
minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade 
pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num 
momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por 
muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda 
o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não 
esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor 
que se lhe tem. 

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se 
ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver 
sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. 
Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. 

Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”

Miguel Esteves Cardoso in Expresso

via http://blog.uncovering.org/archives/2006/05/elogio_ao_amor.html